Bancada do PSD propõe, mas Meirelles diz que não é pré-candidato a presidente | Política


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no último sábado (9), ao sair de almoço com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no último sábado (9), ao sair de almoço com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no último sábado (9), ao sair de almoço com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebeu nesta quarta-feira (13), durante almoço com a bancada do PSD na Câmara, convite para ser pré-candidato a presidente pela legenda, à qual é filiado. Por meio de sua conta no Twitter, o ministro afirmou após o encontro que não é pré-candidato.

No almoço, com o objetivo de “aproximar o ministro da política”, segundo o líder na Câmara, Marcos Montes (PSD-MG), os deputados pediram ao ministro que ele seja uma opção de candidato à Presidência nas eleições do ano que vem. Montes destacou que o pedido é da bancada da Câmara e que ainda não é uma decisão fechada do partido.

No Twitter, o ministro da Fazenda afirmou que ficou “muito honrado” com as palavras de todos os deputados do PSD, mas que está “concentrado” em seu trabalho no Ministério da Fazenda “para colocar o Brasil na rota do crescimento sustentado”. “Seguirei debatendo a política econômica com todos os parlamentares”, disse.

Segundo Montes, Meirelles recebeu “com entusiamo a proposta”, mas não confirmou que aceitará a missão. Ele acrescentou, porém, que, se o ministro vier a ser chamado, “temos convicção de que irá aceitar”.

“Ele deu um sorriso, e isso é melhor do que duas palavras”, afirmou Marcos Montes. Segundo o deputado, “Meirelles autorizou que falemos de política em nome dele”.

Nesta quarta, em São Paulo, o ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicação, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD, afirmou que o partido pretende lançar Meirelles como pré-candidato à Presidência.

“Não há partido que não tenha sempre como objetivo primeiro o lançamento de candidatura própria. Inclusive hoje (quarta) o ministro ia almoçar com a nossa bancada. Eu não pude estar presente por conta desse compromisso. Eu incentivei o líder Marcos Monte que fizesse esse convite ao ministro Meirelles”, afirmou Kassab durante o 15º Congresso Brasil Competitivo.

“É muito positivo se ele disponibilizar o seu nome. Acredito que este não seja o momento, ele tem dito que a sua prioridade – e ele está correto – é conduzir essa última proposta de reforma da economia, inclusive da Previdência. Mas é um extraordinário nome, é uma pessoa com uma formação invejável, com uma experiência muito grande e no momento certo é evidente que o partido dará prioridade à candidatura própria”, afirmou.

Kassab descartou se lançar como candidato a vice-presidente em caso de candidatura do Meirelles.

Também participaram do evento o prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Doria disse que a parceria entre ele e Alckmin é como “Pelé e Coutinho”, a famosa dupla de ataque do Santos nos anos 60.

“É parceria Pelé e Coutinho. Deixando claro que quem é o Pelé aqui é o governador Geraldo Alckmin”, disse Doria.



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