Empresas de ônibus recuam e dizem que tarifa técnica ideal ainda não está definida


Publicado: 2, fevereiro 2017 ás 8:13

Ônibus biarticulado em Curitiba

Foto: Rodolfo Buhrer/Paraná Portal

Depois da afirmação do prefeito de Curitiba Rafael Greca de que o valor de R$ 4,57 para a tarifa técnica não é considerado pela Urbs, as empresas do transporte público afirmaram em nota que a tarifa ainda não está definida. O Sindicato das Empresas alegou hoje, em nota, que técnicos da entidade e da Urbs estão ainda em conversas para definir uma tarifa técnica que dê “equilíbrio econômico-financeiro ao sistema”.

Mesmo depois de afirmar que um estudo contratado aponta o valor superior a R$ 4,57 como ideal para custear o sistema, o Setransp afirma que alguns itens ainda não estão fechados, como o reajuste do salário de motoristas e cobradores. Na planilha de custo, essa parcela representaria em torno de 50% do valor da tarifa. Outro fator indefinido é a programação de serviço (viagens a serem realizadas). Portanto, segundo as empresas, as análises sobre o valor definitivo da tarifa técnica são precipitadas neste momento.

O Setransp afirma que alguns itens ainda não estão negociados, como o reajuste do salário de motoristas e cobradores. Na planilha de custo, essa parcela representaria em torno de 50% do valor da tarifa. Outro fator indefinido é a programação de serviço (viagens a serem realizadas). Portanto, segundo as empresas, as análises sobre o valor definitivo da tarifa técnica seriam precipitadas neste momento.

Uma auditoria externa própria contratada pela Prefeitura de Curitiba deve calcular o custo do transporte público para ajudar a atual gestão a determinar o novo valor da passagem que deve ser anunciado neste mês. Nas palavras do prefeito, não há qualquer possibilidade de se chegar ao valor apontado ontem pelas empresas. Ainda sem falar em números exatos, Greca admite que o aumento na passagem é inevitável. “Sempre vai subir, é imperioso que suba porque tem um reajuste salarial de cobradores e motoristas, isso faz parte dos meus espinhos do mês de fevereiro. Vamos fazer o possível para fazer uma equação de equilíbrio e responsabilidade com a população”, disse.

Atualmente, a tarifa técnica é de R$ 3,66. São R$ 0,91 centavos a menos do que o solicitado pelo sindicato das empresas. Rafael Greca se diz muito tranquilo na negociação com os empresários, principalmente porque não teve apoio financeiro deles durante a campanha política. “Esse valor não é considerado pela Urbs. Vai ser um diálogo republicano. Estou tranquilo porque as empresas não me ajudaram na campanha. Então, vou fazer isso com a responsabilidade de quem ama Curitiba, conhece o transporte público e quer que ele funcione”, afirmou.

Atualmente o valor da passagem paga pelo usuário em Curitiba é de R$ 3,70. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região já anunciou o pedido de 15% de reajuste nos salários dos trabalhadores. A data-base da categoria, período do ano em que patrões e empregados se reúnem para repactuar os termos dos contratos coletivos de trabalho, é em fevereiro. Caso o pedido seja atendido, trará impacto de 22 centavos a mais na tarifa técnica.

Matéria alterada às 10h15 desta quinta-feira a pedido do Setransp. A assessoria afirmou que o Setransp não disse que o valor de R$ 4,57 era o ideal para custear o sistema. “O título da nota anterior já deixava isso claro: “Estudos preliminares indicam necessidade de tarifa técnica superior a R$ 4,57”. E por que superior? Porque os R$ 4,57 só levam em conta a previsão de passageiros. E por que preliminares? Porque ainda há outros itens a serem calculados, como o reajuste de motoristas e cobradores e a programação de serviço. E exatamente por isso que um valor definitivo para a tarifa técnica é precipitado neste momento. Além disso, ao afirmar que seus técnicos estão conversando com técnicos da Urbs para se chegar a uma tarifa que dê equilíbrio econômico-financeiro, o Setransp não recuou de nenhuma posição“.



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