Vacina pentavalente está em falta na rede pública de Campinas, diz Prefeitura | Campinas e Região


Rede particular também registra escassez. Secretaria de Saúde do Estado de SP cobra Ministério da Saúde pela falta de doses.

Rede pública de Campinas registra falta de doses da vacina pentavalente

Rede pública de Campinas registra falta de doses da vacina pentavalente

A vacina pentavalente – que imuniza contra tétano, difteria, coqueluche, hepatite B e Haemophilus Influenzae tipo B – está em falta na rede pública de Campinas (SP). A proteção é necessária para bebês, que tomam três doses da vacina, aos 2, 4 e 6 meses de idade. A Secretaria de Saúde do Estado de SP cobra o Ministério da Saúde pela falta de doses.

De acordo com a Prefeitura de Campinas, as doses repassadas pelo Ministério da Saúde aos estados ainda não chegaram na cidade. A administração informou ao G1, por nota, que “a vacina está em falta na rede municipal desde final o final de maio”, ou seja, há pelo menos 42 dias.

Após percorrer cinco unidades da cidade, a auxiliar administrativa Cintia Andrade não conseguiu vacinar a filha em Campinas.

“Eles não dão previsão nem de quando vai chegar a vacina. Sem previsão nenhuma. Só falam que está em falta”, conta a mãe.

A opção dela foi procurar na cidade vizinha, Hortolândia (SP), onde conseguiu a imunização para a bebê.

Posto de saúde de Campinas tem falta da vacina pentavalente (Foto: Reprodução / EPTV)Posto de saúde de Campinas tem falta da vacina pentavalente (Foto: Reprodução / EPTV)

Posto de saúde de Campinas tem falta da vacina pentavalente (Foto: Reprodução / EPTV)

Hexavalente com estoques baixos

Na rede particular a opção é a vacina hexavalente acelular, que protege contra as cinco doenças e também contra a poliomielite. Ela custa aproximadamente R$ 350 e também tem falta de doses nas clínicas, de acordo com levantamento feito pela EPTV, afiliada da TV Globo.

As clínicas informaram à EPTV que encontram problemas na distribuição dos laboratórios, que não estariam conseguindo fabricar esse tipo de vacina. Segundo o pediatra Luiz Alberto Verri, dois laboratórios fabricam a vacina no Brasil, e um deles tem problemas.

“Um dos laboratórios apresentou um problema de fabricação e, com isso, praticamente há dois anos, a gente tem recebido só a vacina de um dos laboratórios. Ele não consegue suprir a demanda”, afirma o médico.

Ele afirma, ainda, que há uma expectativa de normalizar o fornecimento da hexavalente até outubro.

Mãe e bebê aguardam vacina pentavalente na rede pública de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Mãe e bebê aguardam vacina pentavalente na rede pública de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Mãe e bebê aguardam vacina pentavalente na rede pública de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Problema na distribuição

A distribuição da vacina pentavalente para todo o Brasil é de responsabilidade do Ministério da Saúde, que informou ter enviado mais de um milhão de doses nesta semana aos estados. Para São Paulo foram encaminhadas 224.600 doses.

“As vacinas foram liberadas após aprovação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). Assim, fica regularizado o abastecimento da vacina no país”, diz a nota oficial. Por sua vez, os estados devem distribuir as doses entre os municípios.

Já a Secretaria de Saúde de SP informou que o envio de doses para o estado “tem ocorrido com irregularidade e em quantidades insuficientes para a demanda mensal”. Segundo a pasta, a necessidade estadual é de 200 mil doses por mês, e nesta segunda-feira (10) recebeu uma remessa de 62 mil doses, somente. Antes dessa data, o estado informou que só tinha recebido vacinas em abril.

“O Centro de Vigilância Epidemiológica, está equacionando a distribuição do quantitativo nas doses regionais e aguarda o envio de mais doses pelo governo federal para abastecer devidamente o território paulista”, informou por nota.

O G1 questionou ao Ministério da Saúde sobre o envio de mais doses da vacina pentavalente para o estado de SP, e sobre o motivo de não ter enviado doses suficientes para a demanda do estado, mas não teve retorno até esta publicação.

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